Pra não dizer que não falei de crônicas

O menino e a lua, por Carlos Herculano Lopes

Ainda não havia escurecido totalmente. Naquela praça, como acontece todos os dias, algumas pessoas caminhavam. Umas mais depressa, com fisionomias sérias; outras devagar, como se fizessem um passeio ou simplesmente deixassem o tempo passar. Três ou quatro meninos andavam de bicicleta, enquanto pombos, rolinhas e juritis-verdadeiras caçavam o de-comer entre as árvores, em meio às quais as senhoras passavam em ...

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Não o chame de jumento! Não o chame de jegue!, por Arnaldo Viana

Antes de você nascer, seu pai, seu avô, tataravô, muito, mas muito antes, o jumento, o jegue, o jerico, dá no mesmo, era usado como animal de carga ou montaria. É uma subespécie domesticada. Diz a história que, entre os antigos hebreus, considerava-se rico o homem com a maior criação desses animais.De tamanho médio, orelhas compridas, robusto, era e é ...

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Ah, como almejo o poder!, por Déa Januzzi

Nunca dei muita importância ao poder, mas outro dia descobri o quanto ele é importante. Como faz bem ter poder. O poder de estar sempre rodeada de amigos, mesmo que neste momento mais virtuais do que presenciais. O poder de deitar sem culpas que remoem o sono e causam pesadelos. O poder de ser mulher sem carregar uma cruz. De ...

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Sonhos ressuscitados, por Déa Januzzi

Outro dia pediram que enviasse meu currículo. Lembrei-me imediatamente do escritor Rubem Alves, que já no entardecer da vida escreveu: “Minha alma é um bolso onde guardo minhas memórias vivas. Memórias vivas são aquelas que continuam presentes no corpo. Uma vez lembradas, o corpo ri, chora, comove-se, dança. O que a memória amou fica eterno, disse a poeta Adélia Prado. ...

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Jornalista de alma e coração, por Clara Arreguy

Por que será que a gente fica velha, com cabelo branco, e não perde a insegurança na hora de falar com seus pares? É o meu caso. Convidada pelo Ivan Drummond pra escrever neste espaço incrível do sindicato, fiz uma crônica enorme em que contava praticamente toda a minha vida profissional, mas sem nem um dos elementos com que sempre ...

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Dia virá – memórias de um futuro, por Beth Fleury

“Virá que eu vi / O axé do afoxé / Filhos de Gandhi / Virá” (Caetano Veloso) Tarde da noite, confiro mensagens pra relaxar, depois de uma rotina hard que já dura quase quatro anos. Vã tentativa. Faleceu uma conhecida de algumas do grupo. Não me recordo quem é. Mensagem de Dinorah do Carmo tenta ajudar: “Beth, ela foi colega ...

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Mazelas de uma grande guerra, por Ivan Drummond

Era um menino que jogava bola na rua, brincava de finca no quintal, no jardim da casa na qual morava e fazia torneios de bolinha de gude com os amigos. Era um período difícil, tempos sombrios. Mas o menino cresceu, virou homem. Mas dos tempos de infância carrega imagens e histórias de um drama, que seus vizinhos contaram e que ...

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Dias cinzas, por Márcia Lage

Infeliz eu vinha, por tempo mais demorado que o tolerável. Possíveis causas? 1) A pandemia; 2) A desgovernança (federal, estadual e municipal); 3) Pessoas esquisitas, cada vez mais arredias, amedrontadas e acabrunhadas; 4) Sentimentos imperscrutáveis, antigos e profundos, que só um psiquiatra escafandrista conseguiria pescar ou… 5) Uma poeirinha de chuva, enjoada e constante, que deixava os dias com cara ...

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Lições da pandemia, por Fernando Ângelo

Depois de sete meses, as lições que a pandemia nos deixa são, a meu ver, nenhuma. A menos que você não soubesse que a família é muito importante, que agir pensando no coletivo seja essencial, que manter hábitos de higiene preserva a saúde e que a solidariedade é o único caminho para um mundo melhor. A dificuldade nos mostrou a ...

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Ah, como almejo o poder!, por Déa Januzzi

Nunca dei muita importância ao poder, mas outro dia descobri o quanto ele é importante. Como faz bem ter poder. O poder de estar sempre rodeada de amigos, mesmo que neste momento mais virtuais do que presenciais. O poder de deitar sem culpas que remoem o sono e causam pesadelos. O poder de ser mulher sem carregar uma cruz. De ...

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