Livro póstumo de crônicas de Déa Januzzi será lançado no dia 21/11, sábado

A Editora Caravana lança no dia 21/11, sábado, das 12h às 14h, na Livraria da Rua (Rua Antônio de Albuquerque, 913, Savassi, Belo Horizonte), o livro Olhem para as Estrelas, da jornalista Déa Januzzi, falecida no dia 4/11. Serão lançados também os livros Condomínio Solidão, de Jorge Fernando dos Santos, e Dispensável Nudez, de Madu Brandão.

O lançamento é uma homenagem à escritora. Olhem para as Estrelas já estava sendo preparado quando Déa adoeceu. Foi ela quem selecionou as crônicas do volume. O editor Leonardo Costaneto pensou em adiar o lançamento, mas o filho de Déa, Gabriel, decidiu realizar o desejo da mãe e manter o cronograma. A data coincide com o aniversário de Gabriel.

“Ela me deixou uma consciência social e espiritual muito forte, é uma honra ter sido seu filho”, disse Gabriel Januzzi. “Com o poder da palavra, ela semeou o amor pelo humano. Foi uma árvore que deu muitos frutos e deixou muitas sementes espalhadas.”

Colaboradora da seção Pra não dizer que não falei de crônicas, recém-criada pelo Jornalistas de Minas, Déa Januzzi é autora de outro livro de crônicas, Coração de Mãe, publicado em 2003. Ela era muito querida pelos colegas e pelos leitores, suas crônicas eram muito apreciadas e suas reportagens de cunho social, publicadas no jornal Estado de Minas, no qual trabalhou durante quase quatro décadas, tiveram grande repercussão.

Filha do ex-jogador Guará, um dos grandes craques da história do Clube Atlético Mineiro e que dá nome ao mais importante prêmio futebolístico de Minas, Déa Januzzi afirmou-se profissionalmente pela qualidade dos seus textos, conquistando admiradores dentro do jornal no qual ingressou como revisora, depois de se formar em jornalismo pela UFMG, em 1974.

“Déa nunca abandonou a utopia”, observa a jornalista Maria Cristina Bahia, autora do prefácio do livro e colega de Déa na universidade. Ela conta que, para ambas, o curso era mera formalidade burocrática no caminho que pretendiam seguir: escrever para mudar o mundo violento e opressor.

“Escrever é a coisa mais revolucionária que eu fiz”, escreveu Déa uma vez, lembra Cristina, acrescentando que ela “ultrapassou as amarras da escrita jornalística e partiu corajosamente para as crônicas, com o incentivo sempre reconhecido do jornalista, escritor e amigo Roberto Drummond”. “Derrubou todos os muros que estavam em seu caminho.”

Depois de se aposentar como jornalista, Déa Januzzi continuou publicando crônicas no portal do Estado de Minas e era também colaboradora do blog 50 e mais.

Clique AQUI e AQUI para ler mais sobre Déa Januzzi.

O livro Condomínio Solidão, de Jorge Fernando dos Santos, é um romance ambientado no Edifício JK e recebeu menção honrosa no Prêmio de Literatura Cidade de Belo Horizonte 2020. O livro Dispensável Nudez, de Madu Brandão, é uma reunião de poemas sobra a maturidade feminina.

 

 

[12/11/20]

 

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