Bloco Quem Ama Não Mata desfilará com o Bloco do Pescoção na terça-feira de carnaval

O bloco Quem Ama Não Mata vai participar do desfile do Bloco do Pescoção na terça-feira de carnaval. A concentração começa às 13h, com bar aberto a partir das 11h, em frente à Casa do Jornalista (Avenida Álvares Cabral, 400, Centro).

O Bloco do Pescoção foi criado em 2015 e reúne jornalistas e simpatizantes. Ele está fazendo uma vaquinha para ajudar a pagar o aluguel do som e os músicos. Para participar clique aqui.

O bloco Quem Ama Não Mata foi criado este ano pelo movimento homônimo, que combate a violência contra a mulher. Ele tem marchinha composta pela jornalista Mônica Santos e gravada pela jornalista Mirtes Scalioni. O clipe está no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=McgTKLfgLKY.

“Esse encontro tem tudo a ver. O Bloco do Pescoção sempre abriu espaço para causas sociais, por acreditar que o carnaval tem um aspecto político”, disse o jornalista Zuzileison Moreira, um dos idealizadores do bloco. “Desfilar junto com o Quem Ama Não Mata é motivo de alegria e orgulho porque é um bloco que combate a violência contra as mulheres, formado por muitas jornalistas.”

Este ano o Bloco do Pescoção leva pro desfile uma roda de samba de primeira, formada por: Alexandre Rezende – voz; Marina Gomes – voz; Gabriel Goulart (Bidu) – violão; Anderson – cavaco; Nego – pandeiro e caixa; Peterson – repique e tantã; Fabíola – surdo e tantã. E ainda os convidados Manu Dias, Mário Moura, Álvaro Ferr e Marcelo Roxo.

Afinidades

A jornalista Mirian Chrystus, uma das fundadoras do Quem Ama Não Mata, disse que há uma afinidade antiga entre o movimento e os jornalistas.

“Foi na Casa do Jornalista que o Quem Ama Não Mata nasceu, na década de 1980”, lembrou. “Havia uma afinidade entre a resistência política à ditadura e o enfrentando do machismo pelas mulheres”, explicou.

Agora, quando o movimento renasce, para denunciar a onda de feminicídio, a afinidade se repete com o Bloco do Pescoção, que também nasceu na Casa do Jornalista e faz parte de um carnaval que está cada vez mais político.

“O carnaval possibilita que o tema da violência contra a mulher seja tratado de uma maneira ao mesmo tempo leve e séria”, observou Mirian.

A jornalista Valéria Said acrescentou que um dos pontos abordados pelo QANM é o combate ao assédio, que está presente também no carnaval.

Pesquisadora de moda e política, Valéria foi responsável pela concepção do belo estandarte do bloco, que está repleto de simbolismos e tem em destaque a camiseta de chita do movimento.

“Na camiseta, a chita representa a sororidade, pressuposto ético e político do movimento”, explicou.

Ela contou que a chita foi um tecido popular usado pelas escravas do século XIX como resistência à cultura colonial. Mais de um século depois, fez parte da antimoda dos hippies, tropicalistas e feministas e foi levada à alta costura pela estilista Zuzu Angel, que usava a moda para contestar a ditadura militar.

O desfile dos blocos do Pescoção e Quem Ama Não Mata terá venda de bebida, comida, camisetas e livros e espaço para crianças.

SERVIÇO

Desfile dos blocos do Pescoção e Quem Ama Não Mata

Dia: 5/3, terça-feira de carnaval

Hora: concentração às 13h; bar aberto a partir das 11h

Local: em frente à Casa do Jornalista (Avenida Álvares Cabral, 400, Centro)

#LutaJornalista

#SindicalizaJornalista

(Imagem: Neto / Viveiros Editoração e Publicidade.)

 

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