Demissões são repudiadas no Espírito Santo, Pernambuco e Rio Grande do Sul

As demissões de 11 jornalistas no Espírito Santo, seis em Pernambuco, além de 38 estagiários no Rio Grande do Sul, foram condenadas pelos sindicatos da categoria na semana passada. Tais desligamentos engrossam as estatísticas da precarização da profissão e redução dos postos de trabalho, principalmente nos dois últimos anos.

Em nota emitida no dia 29 de junho, o Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo repudiou a demissão de 11 jornalistas na redação multimídia de A Gazeta, que demitiu inclusive profissionais perto de se aposentarem. Segundo a entidade, a atitude vai intensificar a precarização das relações de trabalho, comprometendo ainda mais a qualidade da informação.

“Não aceitamos sobrecarga de trabalho nem excesso de jornada para os profissionais remanescentes e continuaremos denunciando a precarização dos trabalhos neste momento em que os jornalistas brasileiros sofrem efeitos de uma crise artificial provocada por aqueles que, para manter e ampliar suas margens de lucro, transferem o ônus de suas gestões para a classe trabalhadora”, registra o Sindijornalistas.

Já o Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco manifestou indignação, no dia 3 de julho, com as dez demissões (seis jornalistas) na Editora Folha de Pernambuco, de propriedade e comando do usineiro Eduardo de Queiroz Monteiro, juntamente com o diretor executivo Paulo Pugliesi. Para a entidade, “a eterna crise na empresa é consequência da forma de gestão arcaica e desrespeitosa, que lembra a realidade de inúmeras usinas que nem sequer têm espaço nas boas memórias pernambucanas”.

O Sindicato denuncia que a empresa é recorrente no desrespeito aos direitos trabalhistas e obrigações legais, como depósitos incorretos do FGTS, atraso no pagamento de salários e não liberação dos recursos devidos quando os profissionais entram em férias.

“Sinjope e Fenaj se solidarizam com os dez profissionais desrespeitados por uma empresa, empresário e dirigente que não fazem por merecer respeito. São jornalistas profissionais e profissionais da área operacional que, junto com suas famílias, viverão momentos de incerteza”, diz a entidade em nota na qual coloca sua assessoria jurídica à disposição dos profissionais lesados.

Trinta e oito estagiários da TVE e FM Cultura foram demitidos no dia 1º de julho por conta de uma decisão judicial contra um processo seletivo realizado pela Fundação de Recursos Humanos do Estado do Rio Grande do Sul (FDRH). Mantenedora das duas emissoras, a Fundação Piratini demitiu todos os estagiários para evitar o pagamento de multa diária de R$ 1 mil.

O Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul criticou a falta de sensibilidade do Governo do estado por não tentar negociar a permanência dos estagiários até o fim dos seu contratos e por ter comunicado as demissões via e-mail.

(Publicado no portal da Fenaj)

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