Atingidos pela Samarco dão entrevista coletiva nesta sexta 6/12 sobre contaminação da água, do ar e do solo

Moradores de comunidades atingidas pela lama da Samarco (Vale e BHP), de Mariana e de Barra Longa, convocam coletiva de imprensa na próxima sexta-feira 6/12, às 14h, na Casa do Jornalista (Avenida Álvares Cabral, 400, Centro), para denunciar a contaminação da água, do ar e do solo por metais pesados em decorrência do rompimento da barragem de Fundão (Mariana, 2015).

A coletiva acontece no mesmo dia em que o relator especial sobre substâncias e resíduos perigosos (tóxicos) do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Baskut Tuncak, estará em Belo Horizonte em reunião com organizações da sociedade civil sobre a contaminação das áreas atingidas pelos crimes da Samarco (Vale e BHP), em Mariana, e da Vale, em Brumadinho.

Participarão da coletiva Mirella Lino, atingida da comunidade Ponte do Gama, em Mariana, e estudante da UFOP; Marino D’Ângelo, atingido da comunidade Paracatu de Baixo e integrante da Comissão de Atingidos pelo Rompimento da Barragem de Fundão em Mariana (CABF); Lina Anchieta, integrante da Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social (Aedas); e Dulce Maria Pereira, professora da UFOP responsável pela pesquisa sobre contaminação “Diagnóstico Socioambiental de Mariana”.

A coletiva será transmitida ao vivo nos links: https://www.facebook.com/caritasmg/ e https://www.facebook.com/mabminasgerais/.

Encomendado pela Cáritas Brasileira Regional Minas Gerais, pela Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social (Aedas) e pelo Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), o estudo é realizado pelo Laboratório de Educação Ambiental, Arquitetura, Urbanismo, Engenharias e Pesquisa para Sustentabilidade (LEA-Auepas), da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). A pesquisa contraria as afirmações da Fundação Renova de que o rejeito depositado nas localidades atingidas é um material que não apresenta riscos ou contaminação.

O estudo pode ser considerado complementar ao apresentado às comunidades atingidas por representantes do Ministério da Saúde, cuja conclusão é de que as localidades estudadas se enquadram em “perigo urgente para a Saúde Pública” por apresentar riscos às populações expostas aos contaminantes através da ingestão, inalação ou absorção pela pele das partículas de solo e da poeira domiciliar contaminadas.

Nos resultados das análises de solo no município de Mariana, destacam-se os elementos arsênio, cromo e mercúrio detectados acima das concentrações permitidas pela legislação. Nas análises da água, o arsênio, chumbo, ferro, manganês, mercúrio e níquel também foram identificados em concentrações acima dos valores permitidos.

Assessoria de imprensa: Lívia Bacelete, Cáritas, (31) 3412-8743 e 9-8876-4767.

Mais informações sobre a vinda do Relator Especial dos Direitos Humanos da ONU: http://www.falachico.org/2019/12/especialista-da-onu-examinara-situacao.html.

(Crédito da foto: Gustavo Ferreira / Jornalistas Livres.)

 

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[5/12/19]

 

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