Sindicato do DF cobra reunião com o Correio Braziliense para discutir problemas financeiros

O Sindicato dos Jornalistas do DF voltou a cobrar nesta terça-feira, 15/2, uma reunião com o Correio Braziliense para tratar de reivindicações dos trabalhadores relativas às dificuldades econômicas do jornal. Os trabalhadores vêm discutindo o tema junto ao Sindicato e aprovaram um conjunto de reivindicações, como a criação de uma “Comissão de Crise” com o objetivo de acompanhar os problemas financeiros da empresa e as iniciativas para resolvê-los.

Os funcionários indicam que a Comissão seja montada por repórteres, editores e tenha o acompanhamento de representantes do SJPDF. Eles já manifestaram em diversas ocasiões preocupação com as pendências atuais, como a falta de repasse do FGTS, e com os novos problemas que possam surgir em 2016. Em 2015, a empresa atrasou salários, o pagamento da primeira parcela do 13º e o recolhimento do FGTS. A ideia é que os integrantes da Comissão tenham ciência da situação financeira do veículo e, consequentemente, que a gestão da empresa seja mais participativa e transparente.

O SJPDF já havia encaminhado a cobrança. A direção do veículo não se posicionou, mas sinalizou a possibilidade de uma reunião com os trabalhadores no auditório da empresa. O encontro, no entanto, ainda não foi marcado.

Outro tema a ser tratado é a regularização do FGTS. O problema é antigo. Em julho de 2014, o Sindicato oficiou o Correio a partir de relatos de que havia atraso no depósito das parcelas do benefício. Em agosto e setembro, novo ofício cobrava esclarecimentos e a solução do problema. A empresa prometeu resolver a questão até março deste ano. Por esse motivo, o Sindicato quer saber em que estágio está a questão. Os diretores do SJPDF também irão solicitar um calendário do pagamento das obrigações da Convenção Coletiva de Trabalho, como o retroativo do reajuste salarial e a Participação nos Lucros e Resultados.

Outra questão que será pontuada é o cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) estipulado entre o Ministério Público do Trabalho e o Correio. O Termo trata dos plantões, do descanso semanal remunerado e do intervalo intrajornada. O acordo foi firmado em março com o objetivo de sanar algumas irregularidades dentro do jornal (confira mais sobre o TAC aqui). No entanto, os jornalistas reclamam que os descansos semanais não têm ocorrido conforme estipula o TAC, visto que os profissionais chegam a fazer até dois plantões (trabalho no sábado e domingo) mensais. O Termo prevê que os trabalhadores devem fazer somente um plantão ao mês. Os funcionários reclamam também do excesso de horas-extras. Com a redução das equipes, existem relatos de uma cobrança maior pela produção sem que haja tempo hábil para isso, o que tem criado pressão inclusive para que a conclusão do trabalho seja feita para além das nove horas máximas permitidas segundo o TAC.

(Publicado originalmente no saite do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal em 17/2/16.)

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