Repórter recebeu chutes e foi agredido por um homem com um capacete. Foto EM/DA Press

SJPMG repudia ataque a jornalista do EM e cobra segurança para a categoria

A agressão sofrida pelo repórter fotográfico do Estado de Minas durante a cobertura de uma manifestação pró-Bolsonaro em Belo Horizonte, na segunda-feira, 15, infelizmente, é mais uma estatística para compor o Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil, elaborado anualmente pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

O ocorrido reforça o que o Relatório da Fenaj 2020 apontou: além do crescimento exponencial da violência contra profissionais da imprensa, a grande maioria das ameaças e agressões estão ligadas ao bolsonarismo, movimento político de extrema direta liderado pelo presidente Jair Bolsonaro, que é também um dos que agridem e incentivam ataques a jornalistas e também à liberdade de imprensa e à própria democracia.

Segundo os dados do Relatório, em 2020 foram 428 casos de ataques – incluindo dois assassinatos – o que representa um aumento de 105,77% em relação a 2019. Sozinho, Jair Bolsonaro respondeu por 175 registros de violência contra a categoria (40,89% do total de 428 casos): 145 ataques genéricos e generalizados a veículos de comunicação e a jornalistas, 26 casos de agressões verbais, um de ameaça direta a jornalistas, uma ameaça à Globo e dois ataques à Fenaj.

O SJPMG repudia veementemente as agressões ao repórter fotográfico que, no exercício de sua profissão, fazia o dever de todo o jornalista: apurava os fatos para reportar à sociedade. Isso é direito à informação.

As atitudes criminosas dos “ditos” manifestantes, que se colocam como “cidadãos de bem”, são absolutamente condenáveis e requerem apuração e investigação das autoridades – Polícia, Justiça e Ministério Público – para responsabilização. É preciso também que os órgãos de segurança pública sejam preparados para garantir a segurança de todos em manifestações, inclusive os jornalistas.

Se hoje o Brasil é um dos lugares mais perigosos para exercício do jornalismo – função primordial para a garantia do direito constitucional à informação e, nesse momento, fundamental para o combate à pandemia – não há outro responsável senão o movimento do bolsonarismo e sua horda.

Jornalistas de Minas não se calarão, pois é dever lutar para que a sociedade tenha o direito à informação. O SJPMG reafirma sua posição de defesa do jornalismo e dos jornalistas no exercício da sua profissão.

[15/3/2021]

Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais
Gestão 2020-2023

Veja no vídeo o momento da agressão ao repórter-fotográfico.

Veja também

Aos 84 anos, morre o jornalista Hélio Fraga

O jornalismo perdeu mais um de seus grandes nomes em Minas. Faleceu ontem, de complicações ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *