Falecimento: Paulo Camargos

Faleceu nesta sexta-feira 11/12 pela manhã, de câncer, o jornalista Paulo Camargos. Ele tinha 64 anos e há cerca de seis tratava de um câncer na garganta. Recentemente, chegou a apresentar uma melhora, mas a doença voltou e ele acabou falecendo nesta manhã. Seu corpo vai ser enterrado à tarde, após um velório restrito à família, devido à covid-19.

Paulo Camargos começou na profissão em 1983, como assessor de comunicação do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim. Em seguida, passou por alguns dos principais veículos de Comunicação Minas – jornais O Tempo e Hoje em Dia e TV Record – além das sucursais em Minas dos jornais O Globo e O Estado de São Paulo.

Paulo Camargos exerceu também a função de assessor de comunicação na Secretaria de Estado de Comunicação e na empresa FSB Comunicações. Nos últimos anos, era o diretor da Soul Comunicação Integrada.

Paulo era filiado ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais desde 1983, quando formou em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.

Vários jornalistas se manifestaram sobre a morte do Paulo.

Leida Reis: “Fui colega do Paulo no jornal O Tempo. Ele era então editor da primeira página e eu estava primeiro como editora-adjunta, depois como editora de política. As ponderações que fazia, os questionamentos sobre as matérias que os editores apresentavam para as escolhas das manchetes eram sempre de extremo bom senso e inteligência. Eu aprendia muito com ele. Mas o que se destacou pra mim, em toda a convivência, foi a bondade dele, um ser confiável, sem vaidade, uma alma boníssima. Tinha notícias dele pela Adriana Valério, também jornalista, sua mulher”.

Eduardo Campos: “Uma pessoa do bem. Alma leve e cabeça boa”.

Cândida Emília: “Uma perda para o jornalismo e as trincheiras dos que sempre lutaram por um mundo melhor”.

Virgínia Castro: “Tivemos um encontro legal em 2012. Eu, como repórter do Patrus, que era candidato a prefeito. E ele na campanha do Márcio Lacerda. Num debate na Uni-BH, a claque do Patrus assentava de um lado, e a do Márcio Lacerda, de outro. Mas fiz questão de sair do meu lugar e me assentar ao lado do Paulinho, para assistirmos juntos ao debate entre os dois. Conversamos como bons colegas! Fiz isso também, em 2000, quando meu tio Célio era candidato a prefeito. Num debate na UFMG, vi do outro lado o assessor do João Leite, candidato do PSDB, que disputava com meu tio. Ricardo tinha sido meu colega na Fafich, o Ricardo Coutinho. Saí de onde eu estava e me assentei ao lado dele, na arquibancada do anfiteatro da Fafich”.

Heraldo Leite: “Paulinho foi um dos sócios do Abóbora, um bar na Savassi ainda nos anos 80. Lembro-me vagamente dele lá. Mas trabalhamos juntos no Diário de Minas, depois no Hoje em Dia. Em O Tempo convidou-me para voltar e compor a editoria de política. Bom camarada”.

Marcelo Freitas: “Dos bons, mais um que se vai”.

Carlos Lindenberg: “Tempos sombrios. Cada dia, uma surpresa que dói na gente”.

Lúcio Perez: “Conheci o Paulinho quando eu ainda estudava Jornalismo, bem no início dos anos 80. Foi no seu bar, o Abóbora, na Rua Rio Grande do Norte. Desde então nos tornamos amigos. Logo depois, trabalhamos durante anos no Hoje em Dia. Era uma pessoa bacana, gentil, de fala tranquila, um ótimo jornalista. Sempre me lembrarei dele com seu sorriso estampado no balcão do Abóbora, onde travamos conversas que se repetiram por décadas. Vá em paz, companheiro”.

(Crédito da foto: Blog Parque da Barragem.)

[11/12/20]

 

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