Feira do Vinil reabre dia 14/11 na Casa do Jornalista

A Feira do Vinil completa 13 anos de casa nova. A partir de novembro, a tradicional feira de discos de Belo Horizonte terá como sede a Casa do Jornalista (Avenida Álvares Cabral, 400, Centro), todo segundo sábado do mês, de 10h às 17h. A feira é uma realização da Discoteca Pública, fundada há 15 anos pelo colecionador Edu Pampani.

Localizada no bairro Santa Tereza (Rua Hermilo Alves, 134), a Discoteca Pública (foto abaixo) conta com acervo de 17 mil discos em 78 rotações, 10 polegadas, compactos e elepês de 12 polegadas, todos eles de música brasileira. A música mineira tem espaço separado e privilegiado na coleção. O objetivo do colecionador é ter um exemplar de cada disco lançado no Brasil em LP, a partir de 1951, que é a data em que esse formato começou a ser produzidos no país.

Todo o acervo da Discoteca Pública está disponível ao público para consulta, pesquisa, audição e gravação no local, só não é emprestado. “São discos para serem escutados e apreciados dentro da discoteca”, informa Edu Pampani, paulista radicado em BH.

Ele ressalta que a procura por LP vem aumentando nos últimos anos, depois da reabertura da Polysom do Brasil, em 2010 (a fábrica foi fundada em 1999, mas fechou em 2007, e reabriu com novos donos); muita coisa mudou desde então. O preço do exemplar, que pode atingir R$ 1.000 no disco original, fica entre R$ 120 e R$ 140, no relançamento da fábrica brasileira de vinis e cassetes.

As vendas de LP começaram a subir exatamente quando começaram a cair as vendas de CD, e hoje já superaram estas, informa o colecionador. Artistas independentes fazem tiragens pequenas, de cerca de 300 discos, e a divulgação é ajudada pela tecnologia do streaming e redes sociais. “O sonho de todo artista independente é lançar o seu trabalho no formato de vinil”, observa.

Cuidados especiais 

Antes de ser interrompida pelo isolamento social para combate ao coronavírus, a Feira do Vinil tinha, em média, cerca de 12 expositores com 600 discos cada um, segundo Edu Pampani. Na feira, cabem discos de todos os tipos: rock and roll, MPB, antigos, relançamentos de 180 gramas, compactos, 10 polegadas e cedês independentes.

Na volta da Feira,  serão tomados cuidados especiais para evitar aglomerações e transmissão da covid-19. O número de expositores se limitará a no máximo seis, as mesas terão distância mínima de dois metros ente elas, será disponibilizado álcool gel e o uso da máscara será obrigatório.

SERVIÇO

Feira do Vinil

Data: todo segundo sábado de cada mês, a partir de 14/11/20

Horário: 10h às 17h

Local: Casa do Jornalista (Avenida Álvares Cabral, 400, Centro, Belo Horizonte, MG)

Obrigatório uso de máscara, lotação limitada, álcool em gel disponível.

 

Crédito das fotos: Edu Pampani.

[21/10/20]

 

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Um comentário

  1. Magnífica iniciativa da Casa do Jornalista em sediar a Feira do Vinil. Apesar de pertencer à geração que cresceu ouvindo CDs, sempre gostei dos “bolachões”. Farei questão de conferir esse evento todo mês, na medida do possível.

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