Vaquinha virtual junta recursos para celebrar os 20 anos da Matriz, a casa da arte independente em BH

Residência fixa para a arte independente e alternativa em Belo Horizonte, desde que foi inaugurada, no ano 2.000, a Casa Cultural Matriz está fazendo uma vaquinha virtual no Evoé. Clique AQUI para ver a campanha e contribuir.

O objetivo da campanha de financiamento coletivo é pagar os custos operacionais da Matriz nos próximos meses e realizar o festival on-line “20 Anos de Matriz”, marcado inicialmente para setembro, com 80 artistas locais, e que celebrará as duas décadas do espaço.

A data seria motivo de intensa programação ao longo do ano, que infelizmente precisou ser suspensa, em decorrência do isolamento social para combater a covid-19.

A meta da vaquinha está perto de ser alcançada, numa demonstração de reconhecimento dos artistas mineiros e brasileiros ao trabalho incansável e idealista do casal de produtores culturais Edmundo Corrêa e Andrea Diniz (foto).

A Matriz

Fundada para apoiar e valorizar o trabalho dos artistas independentes da capital mineira, a Casa Cultural Matriz já foi cenário de vários filmes e tornou-se uma galeria das novidades e dos encontros das linguagens. Há duas décadas absorve e projeta a cena criativa de Belo Horizonte e do seu entorno.

Festivais, mostras, música autoral, exposições de artistas plásticos, teatro, dança, exibição de filmes, performances, lançamentos de livros… A lista de manifestações culturais promovidas na Matriz é enorme e tornou o espaço um ponto de encontro da diversidade e do novo, onde as ideias fervilham.

Espaço plural, democrático e livre da expressão artística, a Matriz resistiu às pressões do mercado e às inúmeras dificuldades que um ideal impõe. E, graças à campanha de financiamento coletivo, ao apoio dos artistas e do público, há de resistir também às imponderáveis consequências da pandemia.

O festival

O festival “20 Anos de Matriz” seguirá todas as orientações e protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e todas as medidas de segurança necessárias. O projeto prevê apresentação, via internet, de números de música, performances, poesia, filmes, debates, duelo de Vogue, Hip Hop, exposição, dança e Djs, durante cinco dias, em mais de 100 horas de programação.

“Será democrático, com todos os nichos, como tudo que fazemos”, anuncia Edmundo Corrêa, que tem 40 anos de atuação como produtor cultural.

Ele foi membro da Associação dos Cineclubistas de Minas, fez parte Associação Mineira das Escolas de Samba e Blocos Caricatos e foi diretor por três gestões do Centro de Cultura Popular Primeiro de Maio. Foi também responsável, junto com o jornalista Murilo Albernaz, pela gestão do espaço cultural da Casa do Jornalista.

Ao longo de quatro décadas, Edmundo geriu espaços que revolucionaram a cena artística independente da cidade, como o Calabouço. Pelos palcos montados por Edmundo já passaram inúmeros artistas brasileiros e estrangeiros, entre eles CPM22, Fresno, Chico César, Toninho Horta, Zeca Baleiro, Marku Ribas, Los Hermanos, Dead Fish, Marcelo D2, Cansei de Ser Sexy, Lô Borges, Paul DiAnno, Força Macabra, Jards Macalé , Jorge Mautner, Tunai, Nélson Sargento, Dona Zica, Walter Alfaiate, Cláudio Zoli, Zezé Mota, Tianastácia, Celso Adolfo, DJ Patife, Ânderson Noise, Robinho, Nedu Lopes, os cartunistas Nilson, Son Salvador e Quinho, Lelo Silva, da Cia. Catibrum de Teatro, e o poeta nicaraguense Ernesto Cardenal.

A campanha

Ao pedir ajuda aos artistas e ao público, Edmundo abriu as contas da Matriz, que, por estar fechada há meses, esgotou seu caixa e começou a campanha com contas em atraso. A meta é arrecadar R$ 47.500. O detalhamento dos custos está na página da vaquinha.

A contribuição para a campanha dá direito a camisetas, participação em oficina on-line, aquarelas e adesivos, conforme o valor da doação.

Participe e ajude a manter aberta a Casa Cultural Matriz!

 

(Crédito da foto: Fernando Prates.)

[4/8/20]

 

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