Mostra de arte e poesia visual de Carlos Barroso e Jairo Fará será aberta na Casa dos Contos dia 11/9

Objetos, poemas visuais, esculturas, ready-mades, vídeopoemas e outros trabalhos experimentais de Carlos Barroso e Jairo Fará poderão ser vistos na mostra “Além da Palavra 2”, na Galeria da Casa dos Contos, em Ouro Preto, de 11 de setembro a 14 de outubro. A exposição será aberta às 19h de terça-feira, 11/9.

Jairo Fará e Carlos Barroso fazem um trabalho que usa objetos e utensílios do cotidiano, como LED, caixa de sabão em pó, vidros, lata de lixo, entre outros. Eles buscam no dia a dia um potencial poético e artístico, com interface entre a poesia, artes plásticas e a cultura de massa. Por meio do experimentalismo e da resistência cultural procuram deixar claro que a literatura pode romper fronteiras.

Os dois poetas e artistas já expuseram juntos em várias mostras, tais como “Além da Palavra” (Galeria da Biblioteca Pública, Belo Horizonte, janeiro 2018), “Coletivo4” e “Ocupação Poética” (Festival de Inverno de São João del-Rei, 2015 e 2017).

Carlos Barroso é poeta, artista visual e jornalista. Um dos fundadores da revista de poesia e arte CemFlores. Publicou os livros-objeto “Carimbalas”, “Sãos”, “Usura” e “CunilínguaPátria”. Trabalhou como jornalista político em várias empresas. Em 2001 foi um dos ganhadores do Prêmio Esso regional. Criou e foi curador da Mostra de Arte dos Jornalistas Mineiros (1984, 2010 e 2013).

Jairo Fará, nome artístico de Jairo Faria Mendes é escritor, jornalista e professor da UFSJ, pós-doutor pela Universidade de Coimbra (Portugal). Autor de “O Ovo do Minerim” (poesia), “Livro de Bolso” (livro-objeto), peças teatrais, roteiros, curtametragens e várias obras sobre jornalismo. Coordena a área de literatura do Inverno Cultural da UFSJ, desde 2010.

A professora e poeta Vera Casa Nova (UFMG) analisou assim os trabalhos expostos em “Além da Palavra 2”:

“Tanto em Carlos Barroso quanto em Jairo Fará vemos a preocupação com o material e com as ideias. Diante do que atualmente ocorre, os momentos expressivos são aproveitáveis. Entrelaçados, montados no poema, para de alguma forma criticar, inquietar o leitor/espectador. Ao mudar a função dos objetos dos poemas, esses autores possibilitam ao leitor/espectador um prazer estético, uma informação, um saber determinado sobre o que acontece no mundo que o cerca. Na montagem dos objetos, a desmontagem dos sentidos ordinários, do agora”.

O professor da Faculdade de Belas Artes da UFMG Adolfo Cifuentes assim descreve os dois artistas: “Exímios brincalhões da língua portuguesa, artipoetas que nos presenteiam com um banquete de formas, de reflexos, de jogos e sentidos”.

Contatos:

Carlos Barroso – (31) 9-9972-2738, carlosbarrozo@hotmail.com

Jairo Fará – (31) 9-9915-2928, jairo.faria@hotmail.com

 

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[3/9/18]

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