Seminário na Casa do Jornalista discute atualidade da Greve Geral de 1917

O Núcleo de Estudos sobre o Trabalho Humano (Nesth) da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG realiza na próxima quinta-feira 8/6 na Casa do Jornalista o seminário “100 anos da Greve Geral de 1917 e a luta dos trabalhadores na atualidade”. O encontro tem apoio da Associação dos Servidores da Universidade Federal de Minas Gerais (Assufemg), do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades Sindicais do Estado de Minas Gerais (Sitesemg) e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais.

A programação começa às 9h, com palestra da historiadora Regina Helena da Silva, da UFMG. A mesa será mediada pelo professor Carlos Roberto Horta e contará com as participações dos sindicalistas Márcio Flávio, da Assufemg, Jadir da Silva Perez, do Sitesemg, e Kerison Lopes, presidente do Sindicato dos Jornalistas.

À tarde, a partir das 13h, uma mesa redonda reunirá o econonista Márcio Pochman, da Unicamp, a professora Beatriz Cerqueira, presidente da CUT MG e do Sind-UTE, e Valéria Morato, presidenta do Sindicato dos Professores de Minas Gerais. O seminário é aberto ao público.

“A Greve Geral de 1917 é extremamente atual, basta ver que realizamos uma grave no dia 28 de abril e caminhamos para outra greve no final de junho”, diz o Kerison Lopes. “Por incrível que pareça, as nossas greves gerais deste ano visam a manter direitos conquistados em 1917, como a jornada de oito horas.”

Ele lembra que a Greve Geral de 1917 ajudou a romper a prática escravagista que ainda regulava o mercado de trabalho menos de três décadas após a abolição. “As reformas trabalhista e da previdência tentam agora fazer os trabalhadores retroceder àquele tempo, em que não havia direitos trabalhistas”, acrescenta.

O professor Carlos Roberto Horta, organizador do evento, diz que no momento em que a classe trabalhadora brasileira tem que enfrentar esta ofensiva do capital, sobretudo vindo de seu setor mais destrutivo, que é o capital financeiro, a memória consolida a identidade da classe. “E fortalecer a identidade é mais uma forma de resistência. A experiência de mais de um século de lutas não pode ser esquecida”.

Notícia atualizada `as 09:27 de 07/06

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