Jornalistas do Hoje em Dia farão assembleia nesta quinta 9/2 e podem decidir paralisação

Jornalistas do diário Hoje em Dia mobilizaram-se nesta quarta-feira 8/2 para discutir formas de pressão para defender seus direitos e empregos. Eles marcaram assembleia para esta quinta 9/2, às 17h, na qual discutirão a paralisação do trabalho e a ocupação da atual sede do jornal. O Sindicato dos Jornalistas já mandou publicar o edital de convocação de greve. Trabalhadores da administração e gráficos também aderiram à mobilização.

O comportamento da empresa, que vem descumprindo sistematicamente a legislação trabalhista, gerou insegurança nos trabalhadores. Nos últimos dias, os salários atrasaram e o pagamento retroativo previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) não foi feito. A empresa anunciou um PDV (Programa de Demissão Voluntária) e voltou atrás. E está de mudança do prédio que ocupa há décadas no bairro Santa Efigênia para outra sede no bairro Prado.

“Tudo isso revoltou os trabalhadores”, disse o presidente do Sindicato dos Jornalistas, Kerison Lopes. “Sabemos que o novo prédio não tem as mínimas condições de trabalho”, acrescentou. “A mobilização foi provocada pelo acúmulo de tudo que vem acontecendo. O PDV foi a gota d’água”, definiu um jornalista.

Reunião de mediação

Na tarde desta quinta-feira haverá uma reunião de mediação na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) entre representantes da empresa e dos Sindicatos dos Jornalistas, dos Empregados na Administração e dos Gráficos, para tratar de todos os descumprimentos da legislação trabalhista pelo Hoje em Dia. A assembleia dos trabalhadores acontecerá em seguida e, dependendo do resultado da reunião, serão votadas propostas de paralisação e de ocupação da sede do jornal.

A atual sede do Hoje em Dia está hipotecada como garantia de pagamento de dívidas trabalhistas referentes a depósitos do FGTS dos empregados na administração. A decisão foi proferida pelo juiz Henrique de Souza Mota, da 39ª Vara da Justiça do Trabalho de Belo Horizonte, em janeiro passado. Este é apenas um dos inúmeros processos em curso contra a empresa.

Há um ano, depois de mudar de dono e passar às mãos do ex-prefeito de Montes Claros Ruy Muniz, o jornal demitiu grande parte da redação e não pagou o acerto, motivo de outra ação trabalhista. Desde então novas ilegalidades vêm sendo cometidas e denunciadas pelos trabalhadores, gerando novas ações do Sindicato.

Nos últimos dias os trabalhadores foram surpreendidos pelas sucessivas notícias de mudança de sede, criação de um PDV, desistência do PDV e anúncio de demissões, em março, quando termina a garantia de emprego prevista na CCT assinada em dezembro. Simultaneamente, os salários atrasaram e o retroativo do reajuste salarial de 2016, também previsto na CCT, não foi pago.

O fato indignou os jornalistas, uma vez que o advogado do jornal foi um dos representantes patronais que durante meses negociaram a CCT. Ocupar a sede atual e não mudar para o novo imóvel é considerado por muitos como forma de pressionar a empresa para pagar as dívidas trabalhistas e evitar que os próximos demitidos sejam vítimas do mesmo calote que atingiu os demitidos em fevereiro de 2016.

Na foto, jornalistas do Hoje em Dia em mobilização na redação na tarde desta quarta-feira.

[8/2/17]

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3 comentários

  1. Isto mesmo .somos jornalistas..tiramos foi presidente do Brasil……. não vai set este ladrões que iram fazer da gente joguete .e dar o cano em quem dedicou uma vida pra levar notícia de verdade todo dia …..

  2. Irão chorar como eu chorei !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  3. Cai na real Luiz Costa, Queridão. “Tiramos presidente do Brasil”? rs….Essa mídia golpista e desonesta, viciada em dinheiro público e mentira, é que tirou a Presidenta Dilma , sem prova de crime, levando o país ao caos. Fazendo a cabeça dos ingênuos e desinformados. Abrindo caminho para golpistas de crachá e salários gordos. Nunca levamos “notícias de verdade”. Nem “todo dia” , nem dia nenhum. Sempre fomos operários mal pagos e servis. Mentindo, ocultando fatos. A crise do jornalismo é moral. E estrutural. Mesmo um diretor de redação ou chefe do jornalismo em qualquer redação não manda nada. É só um instrumento dessa máquina de mentira, de ilusão coletiva, de alienação. Sinto pelos antigos colegas.Espero que não recebam o mesmo tratamento que tivemos. Pé na bunda. Chute. E sem sequer receber o salário do mês trabalhado. E já vai pra um ano….O mais louco de tudo é encontrar jornalistas qualificados que acreditam no que eles falam na redação. Que só não pagaram quem não quis negociar. Eu não negociaria jamais com quem não cumpre regras. Quem é malandro e desonesto. De qq forma vale o registro que sequer fui procurado. Grande abraço Lulu….

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