Empregados dos Diários Associados rejeitam proposta de redução salarial

Reunidos nesta terça-feira (12/4/16), os jornalistas dos Associados Minas (Estado de Minas e TV Alterosa) rejeitaram mais uma vez a proposta de redução salarial nos moldes apresentados pelo grupo e aprovaram algumas premissas básicas para a continuidade das negociações a respeito dessa possibilidade. São elas: estabilidade, prazo determinado, escalonamento, colocação em dia de todas as pendências da empresa com os trabalhadores e criação de um programa de desligamento voluntário, que inclua o pagamento imediato das verbas rescisórias, já que a legislação não permite que elas sejam parceladas, e o estabelecimento de algum tipo de benefício para quem quiser deixar a empresa. Mesmas propostas aprovadas por unanimidade na assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Administração de Jornais e Revistas, no dia 7 de abril, quando, lamentavelmente, a lista de presença desapareceu.

Caso não haja avanço nessas negociações, foi aprovada ainda a propositura de uma ação coletiva para sustar a decisão da empresa de reduzir na marra o vencimentos dos jornalistas. Os editores já tiveram seus salários cortados retroativamente e este mês receberam apenas 70% dos vencimentos, apesar de terem cumprido em março a jornada de sete horas ou, na maioria dos casos, acima disso. O documento, sem nenhum valor legal, no entendimento do advogado do Sindicato dos Jornalistas, Luciano Marcos, e de outros consultados pelos próprios trabalhadores, foi assinado na semana passada. O restante da redação tem até sexta-feira para aceitar ou não o termo de redução da carga horária.

Independentemente da concordância ou não com esse documento, a carga horária foi reduzida ontem (de 7h para 5h39m + 15 minutos de lanche) e os computadores a partir de hoje serão travados quando esse período for completado. Os editores terão senhas para liberar as máquinas em caso de necessidade.

Também foi deliberado que cada trabalhador vai decidir se aceita ou não assinar esse termo, já que no entendimento do sindicato ele não tem nenhum valor legal e há muita pressão por parte de algumas chefias imediatas para que as pessoas avalizem o documento. Quem assinar deve cumprir a jornada imposta pela empresa. Quem se recusar pode fazer 7h normais, mesmo estando com as máquinas travadas, ou, caso haja algum tipo de pressão, cumprir a jornada reduzida, mesmo sem ter assinado o termo.

O sindicato também orientou os trabalhadores a denunciar ao Ministério Público do Trabalho todo tipo de constrangimento e ilegalidade. O denunciante tem que se identificar, mas pode pedir que seu nome seja mantido em sigilo. Basta acessar o site www.mpt.gov.br, clicar no link serviços e depois “coleta de denúncias”. É preciso o CNPJ da empresa que consta no contracheque do trabalhador. As denúncias também podem ser comunicadas ao sindicato.
Foi aprovada ainda a realização na sexta-feira de assembleias na TV Alterosa (13h) e do Estado de Minas (15h).

As discussões de ontem duraram cerca de três horas e transcorreram na mais absoluta normalidade e cordialidade.

A presença na assembleia do advogado e condômino dos Associados Joaquim de Paula Freitas, enviado pelo grupo para falar em nome da empresa, não foi permitida pelos jornalistas.

 

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