Hoje em Dia não paga rescisão e Ministério do Trabalho determina fiscalização na empresa

Trinta e seis jornalistas e 22 funcionários da administração demitidos do jornal Hoje em Dia não receberam ontem 10/3 suas verbas rescisórias, apesar de o jornal ter garantido em audiência no Ministério do Trabalho que honraria os débitos. O mesmo já tinha acontecido, no início do ano, com 58 gráficos, também dispensados sem receber nenhum centavo.

Para tentar driblar a legislação e dar quitação das verbas rescisórias, o jornal depositou anteontem apenas R$ 500 na conta dos demitidos. Uma esmola. Todos trabalharam durante todo o mês de fevereiro e não tiveram direito nem ao salário de fevereiro para fazer frente a despesas mais urgentes. Trabalhadores que estavam no jornal desde a sua fundação, em fevereiro de 1988, saíram sem nada, em uma demonstração de desrespeito que beira o absurdo. Sem salário, sem verba rescisória, sem seguro desemprego, sem poder movimentar o FGTS. Sem NADA.

Para não ter de pagar o salário do mês, a empresa empreendeu uma verdadeira caçada para demitir pessoas de folga, de férias e até mesmo em suas residências. Ontem, durante mais uma tentativa de solução do problema, no Ministério do Trabalho e Emprego, o clima era de muita revolta.

Não bastasse isso, o jornal ainda faz uma guerra psicológica prometendo mundos e fundos, para depois, acintosamente, não cumprir, fragilizando ainda mais os trabalhadores, alguns sem dinheiro para pagar uma passagem de ônibus.

Ontem mesmo foi pedida uma fiscalização de urgência na empresa para apurar todas as ilegalidades das demissões e outros descumprimentos da legislação trabalhista. Na terça-feira os Sindicatos dos Jornalistas e dos Trabalhadores na Administração em Jornais e Revistas vão entrar com uma ação coletiva contra o jornal. Todos os descumprimentos da legislação trabalhista, como atraso de férias e salários, serão alvo de ações na Justiça e não mais de discussões prévias no Ministério do Trabalho, como os sindicatos sempre fazem.

Também será feita uma campanha nas redes sociais e nas mídias alternativas para denunciar esse abuso. Contamos com a ajuda de todos para amplificar nossa indignação e denunciar esse absurdo completo.

Ontem foi um dia triste para a história da imprensa mineira. Mas não vamos nos abater. Só quem luta conquista direito!

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2 comentários

  1. Alexandre Rodrigues

    Acho um absurdo isso pois tb fui dispensado em dezembro pela empresa e nao recebi minha recisao.Eles estao agindo de ma fe com todos trabalhadores e a justica tem que fazer algo urgente!isso teria que ser caso de policia e prender essas pessoas que nao cumprem com suas obrigacoes de patrao!

  2. É um absurdo isto, sou um do gráficos demitidos .Só conseguir o fgts até hoje mesmo assim com liminar judicial.

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