Corpo da jornalista Sandra Moreyra será cremado no fim da tarde no Rio

O corpo da jornalista Sandra Moreyra está sendo velado no Memorial do Carmo, no Caju, na Zona Norte do Rio, até as 17h30 da tarde desta quarta-feira 11/11 e em seguida será cremado. Sandra, que começou a carreira na Globo em Minas Gerais, morreu aos 61 anos, na terça 10/11, no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul, vítima de câncer.

Ela tinha 40 anos de carreira e foi uma das principais repórteres da Globo. Participou de grandes coberturas, como a morte de Tancredo Neves, o Plano Cruzado, o acidente radioativo em Goiânia, com Césio 137, a tragédia do iate Bateau Mouche, a Rio-92 e a ocupação do Complexo do Alemão. A cobertura que a jornalista considerava mais marcante foi o enterro dos mortos na chacina de Vigário Geral, em 1993.

“Carioca e botafoguense. Sou mulher do Rodrigo, mãe da Ciça e do Ricardo, avó do Francisco e do Leon, que vem por aí em novembro”, definia-se no Twitter. Casada com o arquiteto Rodrigo Figueiredo, ela era irmã da também jornalista e diretora da GloboNews, Eugenia Moreyra.

Carreira

Em 1975, após um concurso, começou seu primeiro estágio, no Departamento de Pesquisa do Jornal do Brasil. Formou-se em 1976, foi contratada e, em 1978, foi para a reportagem geral do jornal, onde começou a carreira de repórter. Em 1979, deixou o Jornal do Brasil para acompanhar o marido que trabalhava numa empresa de engenharia e foi transferido para a Argélia. Engravidou, voltou para o Brasil e começou a trabalhar numa agência de publicidade, onde teve seu contato com o vídeo.

Após passagens pela TV Aratu, na época afiliada da Globo, pela TV Bandeirantes e pela TV Manchete, entrou na Globo em 1984, como repórter em Minas Gerais. No ano seguinte, participaria ativamente da cobertura da eleição e morte de Tancredo Neves. Em 1986, voltou para o Rio e se tornou uma das principais repórteres da emissora, fazendo reportagens para o RJTV, o Jornal Nacional, o Globo Repórter e o Bom Dia Brasil.

Entre 1999 e 2004, atuou na GloboNews na parte gerencial e administrativa do jornalismo. No canal, também apresentou o programa Espaço Aberto Literatura. Depois, voltou a ser repórter na TV Globo. Nos últimos anos, chefiou o núcleo de reportagens especiais da TV Globo no Rio de Janeiro.

Além do jornalismo, Sandra assinou o roteiro de “70”, documentário sobre 70 presos políticos exilados no Chile na ditadura militar brasileira.

Doença

Sandra era filha de Sandro Moreyra, um dos mais importantes cronistas esportivos do jornalismo brasileiro, e Lea de Barros Pinto, professora.

Em 2008, descobriu e tratou um câncer no esôfago. Voltou ao trabalho e, em 2013, um exame de rotina constatou a volta da doença no mesmo órgão. Em outubro, ela anunciou que descobriu que estava de novo com câncer, o terceiro em sete anos, desta vez no mediastino – região torácica perto do esôfago. “Novamente estou sendo posta à prova. Mais um tratamento pra fazer. Eu amo a vida. E vou em frente”, postou ela.

(Informações dos portais G1 e O Dia.)

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