Jornais e revistas: SRTE propõe mais 1,42% no salário de janeiro

Os Sindicatos dos Jornalistas, dos Gráficos e dos Empregados na Administração de Jornais e Revistas convocam os trabalhadores para deliberar em assembleias sobre a nova proposta de reajuste salarial.

Em reunião de mediação realizada nesta terça-feira 15/9, a Superintendência Regional de Trabalho e Emprego propôs aos trabalhadores e aos patrões reajuste salarial e nas cláusulas econômicas que atingiria o INPC em janeiro do ano que vem, além de renovação das demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

No caso dos jornalistas, cujo INPC da data-base (1º de abril) é 8,42%, o reajuste seria feito da seguinte forma: 4% retroativos a abril, mais 3% a partir de outubro e mais 1,42% a partir de janeiro de 2016. Para os gráficos e para os empregados na administração, as propostas são similares e variam de acordo com suas datas-bases, 1º de junho e 1º de julho, respectivamente, e INPC do período.

Os patrões aceitaram a proposta da SRTE; os trabalhadores informaram que vão submetê-la a assembleias nesta quinta-feira 17/9. Os três sindicatos – dos jornalistas, dos gráficos e dos empregados na administração – estão realizando campanha unificada para aumentar sua força e capacidade de pressão sobre os patrões.

Histórico

A proposta da SRTE acontece depois de um longo processo de negociações como os patrões, que começou em fevereiro deste ano, no caso dos jornalistas, com a apresentação da pauta de reivindicações aprovada em assembleia. Todos os outros segmentos de jornalistas que o Sindicato representa (rádio, televisão, assessorias e interior) fizeram acordos, exceto jornais e revistas, cujos patrões demonstraram uma intransigência sem precedentes nos últimos anos.

Durante várias reuniões entre as partes, os patrões mantiveram a proposta de antecipação salarial de 4%. A alegação era de dificuldades financeiras no setor, em decorrência da crise econômica. Os jornalistas exigiram no mínimo a reposição das perdas até a data-base (8,42%) e argumentaram que em 2014 as empresas tiveram grandes lucros, como é de conhecimento público.

Diante da intransigência patronal, os três sindicatos buscaram a mediação da SRTE. A primeira reunião foi feita no dia 27/8, diretamente com as empresas jornalísticas, pois o sindicato patronal encontrava-se desatualizado perante o Sistema Mediador. Participaram da reunião representantes dos jornais Estado de Minas, Diário do Comércio, Hoje em Dia, O Tempo, Balcão, Metro, da Cidade e das revistas Encontro e Viver Brasil.

Na reunião, os trabalhadores apresentaram suas propostas, que variavam em função das datas-bases diferentes, mas todas previam a recomposição das perdas inflacionárias dos salários e cláusulas econômicas e a renovação das demais cláusulas da CCT.

A proposta do Sindicato dos Jornalistas foi de reajuste salarial e benefícios de 5% a partir de 1º de abril de 2015 e mais 3,42% a partir de 1º de junho; pagamento das diferenças decorrentes da aplicação retroativa desses índices em três parcelas iguais, juntamente com os salários relativos a setembro, outubro e novembro de 2015; renovação das demais cláusulas e condições da CCT 2014/2015.

A mediação da SRTE fez os patrões reverem sua posição e em nova reunião, no dia 9/9, eles finalmente avançaram na sua proposta. O sindicato patronal propôs reajuste de 4%, retroativo à data-base, e mais 3% a partir de outubro, somando 7%. Os Sindicatos dos Jornalistas, dos Gráficos e dos Trabalhadores na Administração insistiram no reposição total das perdas. Os patrões não aceitaram e afirmaram se tratar da sua última proposta. No entanto, na segunda reunião de mediação, realizada nesta terça 15/9, aceitaram a proposta da SRTE que acrescenta a diferença do INPC em janeiro de 2016.

 

 

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